03/09/2021 às 18h27min - Atualizada em 04/09/2021 às 08h20min

Organizações passam a investir fortemente em gestão financeira contábil para potencializar ganhos e garantir estabilidade em tempo de crise

A gestão financeira contábil tem como objetivo a maximização de lucros e resultados, trabalhando o controle, a administração, o monitoramento e o planejamento das finanças

DINO
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Muitas empresas, no Brasil, não planejam o lucro pretendido, a geração de caixa ou o volume necessário de vendas para atingir resultados positivos, do ponto de vista financeiro e contábil, a falta desse planejamento acaba sendo uma das principais causas de fechamento das organizações, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE. De acordo com o instituto, cerca de 23% das micro e pequenas empresas fecham as portas antes de completar 5 anos de atividade, no caso dos Microempreendedores Individuais (MEIs), o índice chega a quase 30%, que pioram em tempo de crise como na pandemia da Covid-19. Mesmo com tantas informações disponíveis gratuitamente, hoje, 77% dos MEIs do país nunca fizeram uma consultoria, curso ou treinamento na área de gestão financeira contábil.

A gestão financeira envolve atividades rotineiras que vão desde o pagamento de despesas, apuração das receitas (do período), até complexas análises de viabilidade econômica de novos projetos, afirma Jean Lucas Honorato Pires, graduado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Gestão de Custos e Planejamento Estratégico. “A controladoria, por sua vez, é uma área específica da gestão financeira, com foco em otimizar a gestão empresarial a partir de planejamento, execução e controle, para subsidiar a tomada de decisão”, declara Jean. 

A atuação do ramo da controladoria segue em paralelo a todos os segmentos operacionais da companhia, diz o contador, com o objetivo de gerenciar receitas e custos através da coleta, organização e análise de dados para a criação de relatórios, contendo informações que são relevantes à tomada de decisão da empresa para maximizar o lucro.

As duas áreas têm grande relevância para atividades do mercado competitivo, Pires explica que uma gestão financeira eficiente é essencial para a sustentabilidade do negócio se manter firme e não fechar as portas, mesmo com o mercado em crise, podendo alterar as práticas correntes adotadas pela empresa para aumentar a receita ou reduzir os custos e, consequentemente, potencializar o lucro.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, desde que a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, 716.000 empresas fecharam as portas. A cifra corresponde a mais da metade de 1,3 milhões de empresas que estavam com atividades suspensas ou encerradas definitivamente. Do total de negócios fechados, temporária ou definitivamente, 4 em cada 10 (um total de 522.000 firmas) afirmaram que a situação deveu-se a falta de um planejamento financeiro-contábil.

Conforme o especialista, após as recentes crises de 1990 e 2008 e a atual situação econômica em função da pandemia, a administração de empresas está voltada para as finanças, com o intuito de criar mecanismos e soluções para que as organizações possam lidar com o mercado. Destacando um trabalho detalhista e objetivo, com análise constante de oportunidades, otimização, operação e racionalização da utilização de capital.

O contabilista avisa que quando executada com a periodicidade e forma correta, a gestão se torna valiosa na busca pela estabilidade e potenciação dos ganhos. A análise aliada à incessante busca pela mitigação de perdas, nos momentos de crise, torna-se fator essencial pela sobrevivência de todas as empresas. Ele também informa que ter um departamento financeiro que realize constantemente uma análise detalhada dos elementos financeiros, trabalhe em conjunto com as áreas operacionais, encontre novos negócios que gere benefícios, monitore os indicadores e sempre esteja atualizada perante novas práticas financeiras, pode fazer diferença entre a consolidação no mercado, em um período turbulento, e a insolvência.

“E importante dizer que isso parece algo restrito às grandes empresas, detentoras de grande capital, mas pode ser realizado por qualquer um. É correto dizer que não são análises triviais, dependem de algum dispêndio de tempo e esforço. Entretanto, hoje em dia, existe uma gama de fontes de informações que auxiliam nas análises e controles de custo e receita, que em um momento inoportuno, pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso”, finaliza Jean Pires, com experiência em empresas multinacionais nas áreas de controladoria, finanças e gestão de negócios.



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