05/06/2021 às 13h13min - Atualizada em 05/06/2021 às 13h13min

Restrições na pandemia fecharam 14 mil estabelecimentos comerciais em Curitiba

ACP e Abrabar compilaram dados da Classificação de Atividades Econômica da Receita Estadual

Clic Paraná
Ronildo Pimentel
Crise provocada pela pandemia do novo Coronavírus atingiu em cheio setores de comércio, serviços, gastronomia e entretenimento Foto: Gilson Abreu/AEN
As restrições impostas pelos governos estadual e municipal a partir de março do ano passado impactaram negativamente em todas as atividades econômicas. Em Curitiba, aproximadamente 14 mil estabelecimentos como bares, restaurantes, casas noturnas, hospedagem e comércio em geral simplesmente fecharam com a chegada da pandemia do novo Coronavírus (covid-19).

A constatação está em uma compilagem da Pesquisa de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) da Receita Estadual, promovida pelas associações Comercial do Paraná (ACP) e Brasileria de Bares e Casas Noturnas (Abrabar). O comparativo focou a situação cadastral e o regime tributário os estabelecimentos da capital dos primeiros semestres de 2020 e 2021.

A crise econômica impulsionada pelo fechamento das atividades, levou representantes do comércio novamente as ruas de Curitiba protestar contra as medidas impostas por decreto municipal. Na terça-feira (1º de junho), centenas de veículos participaram de uma carreata cuja concentração aconteceu Centro Cívico, onde está a sede da Prefeitura Municipal.

Os dados da Receita Estadual indicam que 36% dos estabelecimentos cadastrados fecharam as portas - dos 24.591 comércios ativos no primeiro trimestre de 2020, restaram 15.603 no início deste ano. "Neste período, 8.988 bares e restaurantes foram fechados", contabiliza o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo.

"Lamentável o ponto que chegou. Sonhos que foram destruídos. Lamentamos o sonho desses empresários que perderam seus negócios", comentou. Aguayo reitera a falta de apoio das autoridades, principalmente ao decretar medidas restritivas ao comércio, que ficou sem dinheiro para se manter com as portas fechadas.


Sem perspectiva
"O que nos preocupa é justamente que não estamos vendo horizonte no fim deste túnel". Isso porque, segundo o presidente da Abrabar, não tem linha de crédito, financiamentos, isenções. "Os impostos só estão sendo postergados. A preocupação do empresariado é tentar fechar a empresa para evitar entrar em uma bola de neve que nunca mais ele consegue sair",

Os dados analisados pelas entidades mostram também que, logo no início da pandemia, foram cerca de mil bares e restaurantes fechados. Durante o restante de 2020, mais dfe sete mil estabelecimentos encerraram as atividades. "No primeiro trimestre deste ano, outros 524 deram baixa", relata Aguayo, coordenador de Gastronomia da ACP.

'Enxugando gelo'
O novo decreto com as medidas restritivas, na avaliação do presidente da ACP, Camilo Turmina, é "inconsistente e desnecessário", disse. Curitiba está "enxugando gelo, pode todo dia ir decretando fechamento de novas lojas. Novos empreendimentos nem pensar, muitos estão demitindo", disse. 

"Só tem um caminho, vacina ou aglomeração zero", ressaltou. Turmina lembra ainda que a região metropolitana mantém bandeiras menos severas, o que acaba aumentando o prejuízo do comércio e serviços, mantendo a circulação de pessoas na capital. Em Curitiba, mais de cinco mil empresas de comércio e serviços fecharam as portas durante o lockdown.

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