21/04/2021 às 20h05min - Atualizada em 21/04/2021 às 20h05min

Seis casos de raiva bovina em Cascavel

Casos fazem divisa também com parte sul do município de Corbélia

Clic Paraná
Pedro de Brito Sarolli
Imagem Ilustrativa

A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária) de Cascavel informou que os casos de raiva bovina registradas no município subiram para seis (6). O primeiro caso foi registrado no dia 26 de março, na localidade de Colônia Barreiros, próximo à BR-369, sentido

Corbélia. Agora, a abrangência aumentou, atingindo: Reassentamento São Francisco, Lago Azul, Colônia Melissa, Centralito, Colônia Esperança e Distrito de São João do Oeste. O município de Corbélia também já começou a ser atingido. “Há um único caminho: a vacinação”, recomendou Paulo Vallini, diretor secretário do Sindicato Rural de Cascavel e presidente do Comder (Conselho de Desenvolvimento Rural de Cascavel).

A raiva em animais herbívoros é uma das preocupações constantes dos pecuaristas da região Oeste do Paraná. Os casos acometem os rebanhos de bovinos, equinos e ovinos dos municípios ao entorno do Parque Nacional do Iguaçu e também dos mais afastados. Transmitida principalmente pela espécie de morcego hematófago (se alimenta de sangue) Desmodus rotundus, a zoonose (que também passa para humanos) precisa ser dada atenção. Vale lembrar que ela é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para humanos.

Os sinais compatíveis com suspeita de raiva nos herbívoros são o isolamento, perda de apetite, salivação abundante, perda de equilíbrio e consequentes quedas, opistótono (estiramento do pescoço), entre outras. “É importante destacar que a raiva nos herbívoros é a paralítica e não a raiva furiosa, como nos cães. Quando um médico veterinário identifica animais com sintomatologia de doenças nervosas, ele precisa informar obrigatoriamente a Adapar.

A médica veterinária da Adapar de Cascavel, Luciana Monteiro, destacou que todos os produtores com bovinos, equinos, ovinos e caprinos devem vacinar os animais e fazer o reforço 30 dias depois.

Luciana reforçou que é necessário contatar a Adapar se o produtor verificar os sintomas nos animais e se descobrir abrigos de morcegos. Telefones: (45) 2101-4955, 2101-4961, 2101-4968.

Orientação para a saúde humana

A Secretaria de Saúde orienta que as pessoas que nos últimos meses tiveram contato com a saliva desses animais (suspeitos ou confirmados) com as mãos desprotegidas, procurem atendimento médico (USF Lago Azul e na UPA Veneza nos finais de semana ou assistência particular), para que um médico avalie a necessidade da vacinação antirrábica. Mantenha os cães e gatos vacinados e procure atendimento médico em caso de mordidas ou arranhões por cães, gatos e morcegos. Telefone de contato do Setor de Zoonoses para orientações: 3902- 1769 ou plantão 98804-7211.

Telefone de contato do ambulatório antirrábico para orientações sobre a vacina em humanos: 3392- 6408.


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