20/03/2021 às 10h15min - Atualizada em 20/03/2021 às 10h15min

Sinduscon Paraná Oeste alerta sobre possível apagão em obras

“O aumento no preço de insumos gera insegurança, em especial para os contratos em andamento”, afirma, Ricardo Parzianello.

Clic Paraná
Luciano Barros
Sede do Sinduscon Paraná Oeste, em Cascavel - Foto: Divulgação.
O significativo aumento nos preços de insumos e a dificuldade cada vez maior de obtenção de matérias-primas básicas para a construção civil, como aço, concreto, materiais elétricos, tijolos e outros itens, podem provocar uma paralisação em obras públicas em andamento e programadas para terem início em breve.

O alerta é do Sinduscon Paraná Oeste (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná Oeste), amparado nos efeitos colaterais de impacto econômico surgidos após a pandemia e que se agravaram nos últimos meses.

De acordo com o engenheiro civil Ricardo Parzianello, segundo vice-presidente do Sinduscon Paraná Oeste, o “apagão” nas obras públicas é iminente e causará danos irreversíveis para todos. “O setor da construção civil já emitiu o sinal de alerta, informando os poderes públicos federal, estadual e municipais, bem como as empresas estatais, sobre a necessidade de promover reequilíbrios econômico-financeiros”, observa. “São várias empresas enfrentando dificuldades extremas para honrar compromissos firmados”, destaca. “O aumento no preço de insumos gera insegurança, em especial para os contratos em andamento”, afirma.

O índice que mede o movimento dos custos de construções habitacionais, o INCC teve alta histórica em 2020. “Os aumentos têm sido surpreendentes e a consequência disso é muito ruim. Provocam desequilíbrio nos contratos de obras públicas, nos contratos industriais, nos lançamentos imobiliários que estão previstos para acontecer e nos que já estão em andamento. Em um momento em que é preciso gerar emprego, renda e fazer girar a economia, isso é um perigo”, avalia.

As maiores influências no aumento dos custos com materiais e equipamentos, apenas em fevereiro/2021, conforme o INCC/FGV foram:

- Vergalhões e arames de aço ao carbono (21,34%)
- Tubos e conexões de ferro e aço (11,56%)
- Tubos e conexões de PVC (7,39%)
- Tijolo/telha cerâmica (2,57%)
- Condutores elétricos (3,78%)

Notícias Relacionadas »
Comentários »
Moeda Valor
Servidor Indisponível ...