09/09/2020 às 08h07min - Atualizada em 09/09/2020 às 08h07min

Goleiro Bruno consegue liminar para treinar e jogar sem uso de tornozeleira eletrônica

Segundo a defesa do goleiro, o equipamento prejudica o desempenho e causa pequenas lesões no tornozelo esquerdo

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© Divulgação/Rio Branco Bruno é jogador do 'Estrelão' desde julho deste ano

 

goleiro Bruno Fernandes, de 35 anos e suspeito de envolvimento na morte da modelo e amante Eliza Samudio em 2010, conseguiu uma liminar para jogar e treinar sem o uso de tornozeleira eletrônica por 30 dias. O equipamento é utilizado por detentos que são monitorados pela Justiça, e o jogador a usa desde a última sexta-feira por determinação judicial.

Segundo a defesa do goleiro, que cumpre regime semiaberto e é jogador do Rio Branco, no Acre, o equipamento prejudica o desempenho e causa pequenas lesões no tornozelo esquerdo. Nessa terça-feira, Bruno também registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Militar (PM), no qual solicita um exame de corpo de delito.

O Rio Branco treinou nessa terça-feira, e Bruno utilizou o equipamento conforme orientado pela Justiça. Nesta quarta, por causa da liminar acatada pela Vara de Execuções Penais, o suspeito poderá tirar a tornozeleira duas horas antes das atividades e colocá-la logo após o término.

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Bruno foi contratado pelo Rio Branco em julho deste ano, mesmo com protestos dos torcedores. A equipe está na semifinal do segundo turno Campeonato Acreano e enfrenta o Plácido de Castro nesta quarta, às 19h (de Brasília).

 

O caso Eliza Samudio

 Depois de se relacionar com Eliza Samudio em 2009, Bruno Fernandes passa a ser pressionado pela mulher para assumir a paternidade de uma criança. No mesmo ano, ela presta queixa contra o jogador na Justiça carioca por agressão e por forçá-la a abortar. Em 9 de junho de 2010, a modelo chega ao sítio do jogador em Esmeraldas, supostamente para resolver a situação. Após o dia 10, ela não foi mais vista. A polícia recebeu uma denúncia anônima em 24 de junho sobre o suposto assassinato, que envolveria outras oito pessoas. A Justiça decretou a prisão de Bruno, então goleiro do Flamengo, em 6 de julho. O atleta respondeu por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado do filho e ocultação de cadáver, crimes cujas penas somadas variam de 14 a 36 anos de prisão.

Desde então, Bruno foi condenado, cumpriu parte da pena e teve o benefício do regime domiciliar. Ele também tentou o retorno ao futebol por outros clubes, mas nunca conseguiu longa sequência.

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