17/05/2020 às 15h39min - Atualizada em 17/05/2020 às 15h39min

Bolsonaro participa de manifestação com caixão de Moro

Os manifestantes pediram a volta ao trabalho e defenderam o uso da hidroxicloroquina

Clic Paraná
Maurício Ferro
© Sérgio Lima/Poder360 O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de ministros e aliados na rampa do Palácio do Planalto, gesticula para apoiadores

O presidente Jair Bolsonaro participou neste domingo (17.mai.2020) de uma manifestação na frente da rampa do Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo. Ele apareceu em público no local às 12h12 –acompanhado de ao menos 11 ministros– e foi embora às 12h56.

Os manifestantes pediram a volta ao trabalho em meio à pandemia da covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus) e defenderam o uso da hidroxicloroquina como tratamento à enfermidade. Não há comprovação científica da eficácia do medicamento, que é defendido por Bolsonaro.

Eis alguns gritos dos apoiadores:

  • “Bolsonaro tem razão, Bolsonaro tem razão” (em referência à retomada do trabalho)
  • A música completa do hino nacional
  • “A nossa / bandeira / jamais será vermelha!”
  • “Clo-ro-qui-na, clo-ro-qui-na!”
  • “Queremos trabalhar, queremos trabalhar!”
  • “Eu / sou brasileiro / com muito orgulho / com muito amor”

Havia 1 caixão com o rosto do ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), que deixou o governo com acusações contra o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal.

Ao contrário dos últimos atos com participação de Bolsonaro, nos quais os cartazes e gritos eram focados no fechamento do Congresso e do SF (Supremo Tribunal Federal), os manifestantes desta vez centraram os pedidos no fim do isolamento social. As faixas também tinham mensagens assim.

Houve alguns gritos de “fora, Maia”, em referência ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem Bolsonaro costuma trocar farpas.

Quando a manifestação acabou, alguns apoiadores permaneceram no entorno da Praça dos 3 Poderes. Um dos manifestantes convocava os demais para a frente do Supremo e chamava os ministros da Corte de “bandidos de toga”.

Eis a cronologia do ato:

  • Às 12h12, Bolsonaro aparece na rampa do Planalto junto de ministros e outras autoridades, como seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL de São Paulo (lista completa abaixo).
  • Às 12h27, uma manifestante com as bandeiras do Brasil, Israel e Estados Unidos foi autorizada a entrar no Planalto e ficar na rampa junto com as autoridades.
  • Às 12h29, ministros pegaram uma bandeira do Brasil com os manifestantes e a estenderam na rampa do Planalto, com a ajuda de Eduardo Bolsonaro.
  • Às 12h35, Bolsonaro desceu a rampa acompanhado por seus auxiliares, em direção à população. Ele saudou os apoiadores à distância, mas chegou a pegar algumas crianças no colo.
  • Às 12:56, autoridades retornaram para dentro do Palácio do Planalto, e os manifestantes começaram a se dispersar.

Quando a reportagem do Poder360 também deixava o local, 1 apoiador do presidente Jair Bolsonaro convocava os manifestantes para o STF (Supremo Tribunal Federal):

“Todos para frente do STF, protestando contra os bandidos de toga”.

Eis a lista de autoridades:

  • ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia)
  • ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo)
  • ministro Abraham Weintraub (Educação)
  • ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional)
  • ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento)
  • ministro Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações)
  • ministro André Mendonça (Justiça e Segurança Pública)
  • ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania)
  • ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores)
  • ministro Jorge de Oliveira (Secretaria-Geral)
  • ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional)
  • deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ)
  • deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ)
  • vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ)
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