12/02/2020 às 09h48min - Atualizada em 12/02/2020 às 09h48min

​Paraná no epicentro da dengue

Casos de dengue vem aumentando no estado desde que a secretaria da Saúde do Paraná publicou Nota Técnica, orientando municípios não adquirir Inseticidas Destinados ao Controle de Aedes Aegypti

Clic Paraná
Redação
(Foto: Reprodução)

Aumentou em 85% o número de mortes no Estado, desde o último boletim divulgado pela SESA. Foi confirmado nesta terça-feira (11), pela Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa), seis novas mortes por dengue no estado.
 
De acordo com o novo boletim, foram registrados um aumento de 5.866 casos já confirmados da doença em apenas uma semana, chegando à marca de 20,563 paranaenses infectados.
 
No dia 4 de fevereiro, a Secretaria de Saúde, havia divulgado o último boletim epidemiológico, desde então houve um aumento de 85% no número de mortes confirmadas somando aos novos seis óbitos registrados.
 
Desde julho de 2019, o número de óbitos causados pela doença no estado, chegou a 13.
 
O Paraná já havia entrado em situação de alerta para epidemia da doença no dia 04 de fevereiro, quando a Sesa fez a identificação da incidência de 102 casos para cada 100 mil habitantes.

Segundo alguns prefeitos e secretários paranaenses, eles querem a descentralização da Sesa para poderem realizar a compra direta de 
inseticidas destinados ao controle de Aedes Aegypti, para poderem realizar de forma rápida e eficaz as ações de combate ao mosquito, desde que os princípios ativos sejam aprovados pela OMS e regularizados pelo Ministério da Saúde. 

Hoje a responsabilidade de comprar os princípios ativos são do Ministério da Saúde, e a distribuição da Secretária da Saúde do Estado e aplicação e controle é feita pelo Município.          
 
De acordo com nota publicada no site oficial do município de Guaíra, em janeiro, o Ministério da Saúde havia informado, estar em falta
desde março de 2019, o inseticidas destinados ao controle de Aedes Aegypti. O que aumentou a proliferação do mosquito na cidade. E com a orientação feita pela Sesa para não comprar o produto a situação se agravou ainda mais.

MUNICÍPIOS COM MAIOR NÚMERO DE CASOS



ORIENTAÇÃO DA SESA 
Uma nota Técnica publicada na sexta-feira (6) dezembro de 2019, pela Secretaria da Saúde do Paraná, fez a seguinte observação: NOTA TÉCNICA (nº. 07/CVIA/DAV/SESA) sobre Inseticidas Destinados ao Controle de Aedes Aegypti. No documento, a SESA “recomenda que os municípios não adquiram inseticidas/larvicidas diferentes daqueles preconizados pelo Ministério da Saúde para o uso no controle do mosquito transmissor da dengue”.
 
A Nota Técnica orienta que “é fundamental a utilização da estratégia de Manejo Integrado de Vetores, em que o uso de produtos químicos é apenas uma das ações a serem colocadas em prática e, salienta que a melhor estratégia para o controle é eliminar ou tratar os locais que podem acumular água e servir de criadouros”.

RECLAMAÇÃO DE GESTORES MUNICIPAIS
Alguns gestores municipais, disseram a nossa reportagem que até tentaram adiquirir o produto para aplicar o fumacê, mas para não incorrer em falta de desobediência, entenderam melhor não realizar a compra. Um exemplo é o do município de Guaíra, onde o Secretário de Saúde, Marcos Rigolon, disse no mês de janeiro, que o município não tinha o inceticida para fazer o bloqueio e eliminar o mosquito, por ter sido orientado pela Sesa, ser uma atribuição do Ministério da Saúde a compra, e tarefa da Secretaria de Saúde do Estado a
distribuição aos municípios. Ainda de acordo com ele, o prefeito Eraldo Trento evidenciou todos os esforços no sentido de adquirir o inseticidas/larvicidas  com recursos próprios do município para a aplicação do fumacê, mas devido a orientação da SESA para não fazer, entendeu melhor não desobedecer para não incorrer ao risco de responder um processo administrativo, e Guaíra infelizmente entrou para o indice dos município em ipedemia de risco no estado. 

Atualmente já são 62 cidades do Paraná que confirmaram epidemia. 

MUNICÍPIOS COM RISCO CLIMÁTICO

 

O estado do Paraná segue com campanhas de orientação para a população se precaver para evitar a proliferação do surto. 


 
Conheça à integra da nota 




Acompanhe também o último boletim epidemiológico divulgado






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