06/12/2019 às 10h37min - Atualizada em 06/12/2019 às 10h37min

POR TRÁS DO CHORO: ESPECIALISTA AJUDA A DECIFRAR CAUSAS DE INCÔMODOS EM BEBÊS

Dificuldade para dormir, dores com motivações diversas, icterícia e alergias alimentares são algumas das questões que a fisioterapeuta Luana Frasson conseguiu identificar e resolver usando uma técnica diferenciada

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Izabelle Ferrari
Dra Luana Frasson, fisioterapeuta com formação para desvendar o motivo do choro de bebês. (Foto Assessoria)

Quase todos os pais que entram no consultório da fisioterapeuta dra. Luana Frasson, 32, já fizeram várias tentativas, sem sucesso, para desvendar o que está por trás do choro insistente do filho bebê. Para avaliar esses pacientes, dra. Luana não usa nenhum instrumento, apenas

o toque suave com as mãos. Por indicação de uma conhecida, Fernanda Zetola Gomes - mãe do Enzo (que tinha pouco mais de um ano na época da sessão), procurou a fisioterapeuta. “Meu filho chegava a acordar 14 vezes por noite,” relembra. “Eu e meu marido não entendíamos o motivo e estávamos exaustos. Pensei: não é remédio e quanto eu pagaria para dormir uma noite inteira?”Depois de três sessões, Enzo passou a acordar bem menos até que o sono se restabeleceu.

Sono agitado e pânico a profissionais de jaleco branco levaram Claudia Stefanes, 42, mãe da pequena Laís ao consultório. “Minha bebê nasceu com displasia de quadril e, por isso, passou duas vezes pelo centro cirúrgico antes de completar 1 ano,” relata. A consequência foi rejeição a profissionais da área da saúde uniformizados e sono inquieto. A bebê acordava aos gritos. Após duas sessões, passou a dormir a noite toda e o contato com profissionais de jaleco branco ficou mais amigável.

“Meu filho não aceitava nenhum alimento.” Essa era a queixa de Carolina Battochi, mãe de Josué, que tinha um ano e um mês na época da sessão. “Nem mamadeira ele tomava,” relembra a mãe, que já estava à beira do desespero pelo choro constante do filho. Depois do primeiro contato com a fisioterapeuta, o menino passou a aceitar a mamadeira e, aos poucos, começou a ingerir alimentos sólidos e ganhar peso.  

Que técnica ela usa?

O atendimento feito pela dra. Luana Frasson resulta de uma série de formações relacionadas à diferentes técnicas como Microfisioterapia, Leitura Biológica (Nova Medicina Germânica), Psych-k, Terapia Crânio Sacral e Terapia Floral. Além disso, ela se aprofundou na Ciência do Início da Vida que auxilia no entendimento das fases de desenvolvimento dos bebês, considerando um cérebro mais primitivo.


Dra. Luana Frasson não utiliza nenhum instrumento, apenas o toque suave com as mãos. (Foto Assessoria)

A fisioterapeuta justifica: “Nos últimos séculos, a saúde passou a ser muito segmentada, as especializações se sobressaíram e isso trouxe muitos benefícios no âmbito dos estudos, mas acabou tirando aquele olhar de observar o indivíduo como um todo”. Segundo ela, muitas vezes o paciente procura o especialista por causa de uma dor no ombro, por exemplo, mas não se chega a um diagnóstico preciso, porque a dor pode estar sendo causada por alguma disfunção em outra parte do corpo.

A técnica mais usada por dra. Luana é a Microfisioterapia, aplicada em pessoas de todas as idades e que se baseia numa espécie de mapeamento detalhado do corpo humano para se chegar à causa primária das dores e das doenças. Por isso o atendimento é tão eficaz com bebês. “Eles não conseguem me explicar o que estão sentindo, mas eu consigo captar a fonte do incômodo,” explica dra. Luana.

As primeiras horas de vida já podem gerar trauma. “A criança passa por procedimentos que despertam instintos muito primitivos de que alguém pode estar querendo atacar!”, explica ela. Segundo ela, icterícia, por exemplo, pode estar relacionada a um trauma pós-nascimento. A fisioterapeuta reforça que exames de raio X e vacinas também podem alterar a composição corporal e causar dores.


A pequena Laís (no colo da mãe) acordava várias vezes aos gritos e tinha pânico de jaleco branco (Foto Arquivo Pessoal)

Microfisioterapia

A Microfisioterapia foi desenvolvida por osteopatas franceses que através de micro apalpações perceberam que o corpo apresenta movimentação sutil percebida pelo toque tecidual. Esse “ritmo” compassado deveria estar presente em todas as partes do corpo, mas, quando há alguma disfunção, o fluxo é interrompido ou afetado. A técnica se baseia na descoberta de que os tecidos do corpo guardam memória de traumas físicos, tóxicos, ambientais, químicos e psíquicos sofridos em qualquer fase da vida.

A partir disso foram desenvolvidos os mapeamentos que ajudam os profissionais a buscar, a partir daquele ponto, um diagnóstico. É possível saber qual a área correspondente: tecido, órgão, se é algo relacionado à glândulas, etc. “Dependendo da região de apalpação, sabemos se há componente emocional ou se é disfunção física,” explica dra. Luana Frasson. Apalpações na região da clavícula, por exemplo, indicam se toxinas provenientes de exames de raio X causaram interferências no organismo.

O terapeuta é tido como um facilitador da cura. A partir da identificação do problema, possibilita-se uma liberação para que o próprio organismo restabeleça as funções. Dra. Luana defende que o corpo sempre tem os mecanismos necessários para fazer a própria correção. “O problema é que hoje em dia temos muitas interferências externas, seja o uso de celular, medicamentos, agrotóxicos,” pontua. “Isso tudo modifica nossa capacidade de restabelecimento”.

Há casos em que a Microfisioterapia ajuda a identificar o fator gerador de choro em bebês, mas não soluciona. As crianças que têm disfunção óssea no crânio são exemplo. “Isso gera dor e desconforto que pode afetar até o sono. A partir da identificação da causa, indico o profissional mais adequado para tratar,” explica dra. Luana Frasson.


Carolina Battochi (à esq.) e o filho Josué (no colo do pai) - vida mais tranquila depois das sessões de Microfisioterapia. (Foto Arquivo Pessoal)

Número de sessões

Não existe uma predefinição de quantas sessões serão necessárias para cada paciente, depende do tempo que cada organismo leva para se restabelecer. No caso do Enzo, que não conseguia dormir, depois das três sessões foi possível identificar que três situações podem ter desencadeado o problema. “Num período curto de horas, ele presenciou uma discussão, caiu da cama e engasgou”, relata a mãe, Fernanda. Para a fisioterapeuta, “a criança ficou em estado de alerta e não se rendia ao sono”.

Por precaução, na gravidez da segunda filha, Fernanda Zetola Gomes decidiu fazer uma sessão de Microfisioterapia ainda na gestação. “Tive um início de gravidez bastante turbulento,” relembra, “queria antecipar a liberação de algum possível trauma”. Mesmo assim, a neném apresentou um quadro de muitos engasgos logo após o nascimento. Bastou uma sessão. Antonella era tão pequenina que fez as sessões no colo da mãe.

Esse trabalho exige responsabilidade, sensibilidade e conhecimento aprofundado. A aplicação das técnicas de Microfisioterapia por fisioterapeutas é tema de análise de um grupo de trabalho do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 8ª Região (CREFITO – 8). “Ainda não há regulamentação específica,” explica a presidente do CREFITO – 8, Patrícia Rossafa Branco, “mas o conhecimento aplicado na Microfisioterapia está muito relacionado às práticas integrativas complementares, essas já regulamentadas até pelo Ministério da Saúde.”

 

SERVIÇO

Dra. Luana Frasson - fisioterapeuta

Clínica Sole Terapias e Pilates (R. José Vicente Ferreira, 167, Alto São Francisco, Foz do Iguaçu) 

Telefone: 45 3029-1328 | 45 99970-3835

 

 
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