03/11/2019 às 17h25min - Atualizada em 03/11/2019 às 17h25min

Diagnóstico de câncer de mama: apoio da família é essencial

Médica psiquiatra do CEONC Hospital do Câncer destaca importância de ter uma rede de suporte durante o tratamento

Clic Paraná
Camila Agner
Imagem Ilustrativa
 

A família tem papel essencial desde o diagnóstico do câncer de mama até a conclusão do tratamento da doença. Essa é a constatação da médica psiquiatra Regiane Kunz Bereza, que desenvolve trabalho de acompanhamento emocional de pacientes no CEONC Hospital do Câncer.

“Essa rede de apoio precisa fazer um pouquinho de cada coisa. É importante ter momentos de descontração, mantendo o astral, puxando para cima”, afirma a psiquiatra. “Mas não adianta você fingir que a doença não existe. É legal deixar sempre uma abertura para o paciente falar sobre o sofrimento, caso ele queira. Às vezes, só de estar disponível para ouvir já ajuda muito. Falar do sentimento pode aliviar bastante”, complementa a doutora Regiane.

Sem causas específicas, o câncer de mama possui alguns fatores de risco, ou seja, situações que podem facilitar o surgimento da doença. Entre eles, estão: obesidade e sobrepeso, sedentarismo, alcoolismo e tabagismo, não ter tido filhos, primeira menstruação antes de 12 anos, parar de menstruar após os 55 anos e histórico familiar de câncer de mama e ovário.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, neste ano, pelo menos 59.700 novos casos de câncer de mama sejam registrados, representando 25% dos cânceres em mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A médica Regiane Kunz Bereza explica que em muitos casos, as mulheres que recebem o diagnóstico do câncer de mama acabam não tendo tempo para se preparar psicologicamente. “[O diagnóstico da doença] costuma ser um susto muito grande. A mulher começa o tratamento e muitas vezes esse preparo psicológico fica para trás”, contextualiza a psiquiatra.

Atualmente, o tratamento de câncer de mama é muito eficiente, principalmente quando o diagnóstico é precoce. Por isso, alguns sintomas merecem a atenção. Na fase inicial do câncer de mama, ele pode ser percebido por meio de mudanças geradas nas mamas, como, por exemplo, nódulos fixos e, geralmente, indolores que podem surgir na região dos seios ou axilas; diferença na cor da pele das mamas, deixando a superfície avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no mamilo, que pode, ou não, apresentar saída de secreção e pequenos nódulos na região da axila e pescoço. É importante que a mulher faça as mamografias, a partir dos 40 anos.

Para o autoexame, que pode ser feito a partir dos 20 anos e sempre 07 dias após o início da menstruação, é indicado que a mulher esteja em uma posição confortável, em frente ao espelho. O primeiro passo é observar as mamas, depois, apalpar as regiões ao redor dos seios e axilas, observando toda e qualquer anormalidade como caroços, protuberâncias ou secreções. Diante de qualquer alteração, é preciso procurar um médico especializado.

“As mulheres precisam entender que o diagnóstico precoce é a maior chance de cura. Quanto mais cedo conseguir perceber esse tumor, maior é a chance de ficar curada. Não fazer os exames por medo de ter diagnóstico, acaba fazendo com que depois você tenha um problema ainda maior para lidar”, destaca a médica.

Outubro Rosa é todo dia

Com o objetivo de levar conscientização sobre a prevenção ao câncer de mama e facilitar ainda mais o acesso a mamografias, o CEONC Hospital do Câncer realizou neste ano a campanha “Outubro Rosa é todo dia”. Foram diversas ações em Cascavel e Francisco Beltrão, aproximando a comunidade da informação, que pode salvar vidas. A prevenção precisa acontecer todos os dias, independente de mês ou data.

Para agendar a mamografia pelo SUS, basta entrar em contato com o CEONC pelos telefones (45) 3324-4116, em Cascavel e (46) 3055-6161, em Francisco Beltrão, durante todo o ano.

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