11/08/2022 às 16h36min - Atualizada em 12/08/2022 às 00h00min

Enfermagem oncológica é uma área ainda pouco conhecida

Com a especialização correta, o enfermeiro especializado em oncologia presta assistência ao paciente em todas as etapas do tratamento, podendo ajudar a diminuir a permanência deles nos hospitais

DINO
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Enfermeiros oncológicos são capacitados para tratamentos contra o câncer


Nos últimos anos, a incidência de casos de oncologia vem aumentando no Brasil. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), em 2010, foram somados 489.270 casos de câncer no país. Já a estimativa do Inca para cada ano do triênio 2020-2022, que se encerra agora, aponta que ocorrerão 625 mil casos novos de câncer (450 mil, excluindo os casos de câncer de pele não-melanoma). Ainda conforme o instituto, o cálculo global corrigido para a subnotificação de casos, sugere a ocorrência de 685 mil casos novos da doença. 

Diante desse cenário, a saúde vem desenvolvendo novas técnicas e alternativas ao paciente em tratamento ou cuidados paliativos. E muitas dessas técnicas contam com a atuação decisiva dos chamados enfermeiros oncológicos, profissionais da área de Enfermagem que recebem capacitação e especialização específicas para atuarem em tratamentos contra o câncer, dos mais simples aos mais graves. Esta atuação passa por áreas como promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação, controle do câncer e cuidados paliativos. 

Neste aspecto, de acordo com Wbiratan de Lima, enfermeiro e professor do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas), o profissional da enfermagem presta assistência em todas as etapas do ciclo vital e tratamento oncológico, desde o diagnóstico da doença e passando pelas várias fases do processo, como a cirurgia, a radioterapia, o tratamento com medicamentos e quimioterapia. 

“O enfermeiro tem outras atribuições além de prestar assistência, como tomar providências gerenciais para a liberação e agendamento dos procedimentos de tratamento, bem como o papel educacional e de pesquisa, orientando tanto o paciente quanto os familiares durante o tratamento baseado em processo de enfermagem, conhecido por consulta de enfermagem associado às recomendações das evidências científicas.”, explica. 

O docente esclarece que essa é uma área ainda pouco explorada pela enfermagem, pois nem todos os profissionais sabem lidar com o sentimento de perda, sofrimento, ou mesmo os cuidados paliativos, favorecendo a escolha ou mudança para áreas de atuação mais confortáveis à saúde emocional.

Importância do profissional capacitado

Wbiratan cita que cada vez mais, o mercado de trabalho percebe que enfermeiros especialistas em oncologia agregam valor ao atendimento ao paciente, reduzindo a permanência hospitalar e evitando internações desnecessárias. Além de atuar de forma mais assertiva no controle de sintomas e reações adversas, garantindo maior adesão ao tratamento, o que aumenta a qualidade de vida e a chance de cura dos pacientes.

Segundo ele, comumente o profissional de enfermagem tem sido o membro da equipe multidisciplinar que permanece mais tempo com o paciente. Muitas vezes, ele é o primeiro a identificar sinais, sintomas e efeitos indesejáveis. “Por isso, esse profissional deve ser capacitado para prestar cuidados que amparem, confortem e ofereçam suporte, buscando sempre que possível preservar a autonomia do paciente, reforçando o valor do autocuidado e a importância da participação do paciente e de seus familiares nas decisões sobre o tratamento”, aconselha.

 



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