29/07/2022 às 16h27min - Atualizada em 01/08/2022 às 05h20min

TI: investimento de bancos deve crescer 11% em 2022

Dados da FGV e da Deloitte demonstram apontam para a alta no investimento em TI; especialista fala sobre as principais tendências para os bancos em 2022, como o low-code

DINO
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De forma conjunta, as empresas do setor bancário do Brasil devem investir cerca de R$ 30 bilhões em TI (Tecnologia de Informação) em 2022, um crescimento de 11% - 15% do valor total das empresas no país, segundo dados da pesquisa anual “Uso da TI - Tecnologia de Informação nas Empresas”, divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O levantamento anual investiga o mercado de TI, com base em resultados de estudos e pesquisas sobre o uso da inovação nas empresas. A análise considerou uma amostra de 2.650 médias e grandes empresas.

De forma paralela, a 2ª etapa da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2022, realizada pela Deloitte, projeta que os bancos devem gastar em torno de R$ 35,5 bilhões entre despesas e investimentos em tecnologia.

O investimento previsto pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) representa um avanço de 18% frente ao resultado alcançado no último ano, quando o capital aplicado em tecnologia ficou na casa de R$ 30,1 bilhões. Em 2021, o valor dos investimentos do gênero já tinha avançado 12% em comparação a 2020. 

Leandro Garcia, sócio-diretor da Kafnet, empresa de soluções em tecnologia, afirma que o mercado financeiro sempre será um grande consumidor de tecnologia da informação, seja para atender leis ou itens regulatórios, seja para gerar facilidades aos seus clientes.

“Há uma geração de clientes mais atualizada, acostumada com tecnologia, que mudou a forma que se relaciona com bancos, empresas de investimentos e outras empresas do setores e, cada vez mais, esse relacionamento passa a ser via aplicativo”, diz ele.

A propósito, 79% dos brasileiros utilizam softwares de bancos em seus celulares e tablets, de acordo um levantamento do Instituto Ipsos, empresa de pesquisa e de inteligência de mercado. Segundo a análise, 44% dos entrevistados usam esses dispositivos diariamente.

Uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) demonstra que a taxa de idosos que usam aplicativos de banco em smartphones também cresceu em 2021, tornando esses dispositivos as ferramentas favoritas para fazer transações financeiras. Segundo o balanço da FGV, há cerca de 242 milhões de smartphones em uso no país, uma média de um dispositivo por habitante.

Para Garcia, o crescimento dos investimentos em tecnologia no mercado financeiro visa, justamente, a melhoria dos serviços aos consumidores, que já incorporaram os hábitos digitais ao dia a dia.

“Cada vez mais, as instituições financeiras se preocupam em gerar novas tecnologias que possam aumentar esse relacionamento com o cliente e proporcionar agilidade em seus atendimentos, buscando melhorias contínuas. E sabemos que a melhor agilidade aumenta a satisfação e experiência do cliente”, acrescenta.

Programação low-code é opção para instituições financeiras

Na análise do sócio-diretor da Kafnet, a programação low-code (baixo código, em português) está entre as principais tendências na área da tecnologia - ao lado de itens como adoção de cloud, BaaS (Banking as a Service), open banking e cibersegurança - e pode ser uma alternativa para as empresas do mercado financeiro.

A low-code simplifica a programação para o desenvolvimento de softwares com agilidade, por meio de modelos pré-definidos, técnicas de design gráfico e ferramentas simplificadas, explica Garcia. “Um ponto importante da programação low-code é a agilidade, tendo assim, redução de tempo e custo para criar novos aplicativos personalizados”.

O especialista observa que as empresas de modo geral, e principalmente as do mercado financeiro, precisam de agilidade para lançar produtos tecnológicos sem perda de tempo. E isso, não apenas para o lançamento de produtos externos, como também para atender aos usuários e processos internos.

“A programação low-code pode ser uma forte aliada do CIO para transformar um processo que, muitas vezes, vem sendo controlado em planilhas ou que não possui um controle. É a possibilidade de desenvolver uma solução em um curto espaço curto de tempo”, conclui.


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